A orelha-de-elefante-panduriforme foi encontrada no quintal de Maria Hernandes, moradora de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A planta chamou a atenção por ser diferente das espécies que já cresciam no local.
Sem saber quando ela havia surgido, Hernandes enviou uma carta escrita à mão e duas fotografias para tentar descobrir sua identificação. A moradora também desconfiava que a espécie pudesse ser tóxica ou afetar outras plantas do jardim.
O agrônomo Chukichi Kurozawa identificou a planta como integrante da família Araceae, a mesma da taioba. A semelhança entre as folhas das duas espécies levou Hernandes a suspeitar dessa relação.

Publicado em 23 de outubro de 2026, o relato aborda a identificação da planta, os riscos associados à sua toxicidade e uma hipótese para sua chegada ao quintal. A orelha-de-elefante-panduriforme também é cultivada como espécie ornamental.
A identificação da planta encontrada no quintal
A taioba mansa, também chamada de taioba comestível, é descrita como fonte de nutrientes nas folhas e nos talos. Entre os componentes citados estão ferro, cálcio e fósforo, além de potássio, magnésio e vitaminas A e B6.
Essa composição corresponde à taioba comestível, não à orelha-de-elefante-panduriforme. Embora as duas plantas sejam parentes, a reportagem distingue a espécie encontrada no quintal pela toxicidade.
A comparação mostra que pertencer à família Araceae não significa ter as mesmas características de uso. Enquanto a taioba mansa é apresentada como comestível, a orelha-de-elefante-panduriforme é descrita como altamente tóxica.
Toxicidade e possível origem da orelha-de-elefante-panduriforme
A toxicidade da orelha-de-elefante-panduriforme está associada à concentração de cristais de oxalato de cálcio. Segundo a reportagem, o contato por ingestão pode provocar queimação, coceira e inchaço na boca, nos lábios, na língua e na garganta.
O inchaço na garganta pode atingir as vias aéreas se não for tratado imediatamente, conforme o relato. A descrição aponta, portanto, efeitos que podem ir além do desconforto na boca e envolver a respiração.
Uma hipótese apresentada para o aparecimento da planta no jardim é que sementes tenham vindo de um quintal próximo, transportadas pelo vento. Suas folhas grandes, enrugadas e onduladas também ajudam a explicar por que a espécie é cultivada como ornamental em quintais.
