O presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou em São Bernardo do Campo (SP) às 10h01 de 25 de outubro de 2026, no segundo turno da eleição presidencial. A reportagem informa que esta era sua última disputa como candidato ao Palácio do Planalto.
Na corrida eleitoral, Lula enfrentava o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em declaração após votar, o presidente relacionou a disputa à defesa da democracia e criticou o adversário.
Janja e Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa, acompanharam Lula na seção eleitoral do ABC Paulista. Também estavam presentes Fernando Haddad, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

As pesquisas divulgadas na véspera apontavam uma disputa apertada, e Lula planejava acompanhar a apuração em São Paulo. A cobertura aborda as declarações do presidente, a mobilização de campanha e a reação da comitiva durante a entrevista após a votação.
Voto no ABC e declarações sobre democracia
A cena em que Lula vota em São Bernardo foi marcada por um forte esquema de segurança e pela presença de militantes petistas. Depois de deixar a seção eleitoral, o presidente falou à imprensa sobre a mobilização que acompanhou sua campanha.
Lula atribuiu a força de sua candidatura à participação espontânea dos eleitores e disse ter visto pessoas emocionadas pedindo democracia e liberdade. Ele descreveu essa mobilização como um “exército da democracia” e afirmou que os brasileiros defenderam conquistas.
Ao criticar Flávio Bolsonaro, Lula afirmou que estava convencido de que o povo brasileiro “jamais permitirá que um miliciano ocupe o Palácio do Planalto”. A declaração foi feita ao comentar a disputa e o comportamento que atribuiu ao adversário.
O presidente também contrapôs a distribuição de livros didáticos à de armas e munições, apresentando essas escolhas como parte do que estava em jogo na eleição. Sobre a convivência democrática, defendeu o respeito ao direito, à fé e ao partido de outras pessoas.
Campanha final e disputa apertada nas pesquisas
Na reta final, a campanha petista buscou mobilizar eleitores nas ruas e nas redes. Em 24 de outubro, Lula encerrou a agenda com uma caminhada em Copacabana, no Rio de Janeiro, e um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, voltados a reduzir a abstenção de seus apoiadores.
No ambiente digital, a equipe usou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado por André Janones, para enfrentar a militância adversária. A estratégia também procurou contestar declarações da equipe econômica do PL e alertar para possíveis riscos ao programa de transferência de renda caso Flávio Bolsonaro vencesse.
As pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas em 24 de outubro apontaram 51% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula, resultado descrito como empate técnico no limite da margem de erro. A reportagem classificou a disputa como a mais apertada das últimas duas décadas e comparou a diferença às eleições de 2006.
Na pesquisa Quaest com votos totais, incluindo brancos e nulos, Flávio aparecia com 46% e Lula com 45%; a rejeição do presidente era de 47%. O instituto utilizou o modelo de likely voter, que estima as chances de comparecimento do eleitor, enquanto os levantamentos de véspera também foram comparados às diferenças de quatro pontos registradas em 2014 e em 2022.
Entrevista após a votação e expectativa pela apuração
Questionado sobre a vantagem de Flávio Bolsonaro nas pesquisas publicadas em 24 de outubro, Lula minimizou os números e argumentou que refletiam o quadro do dia anterior. Em seguida, um repórter perguntou se o presidente estava abatido diante da situação adversa.
Janja respondeu de forma ríspida ao questionamento, dizendo: “Vai se catar, meu filho”. Lula encerrou a entrevista e deixou o local, enquanto integrantes da comitiva e apoiadores cantavam “Olê, olê, olá, Lula, Lula”.
Depois do compromisso no ABC Paulista, Lula seguiu para a capital de São Paulo para acompanhar a apuração a partir do fim da tarde, no Hotel Intercontinental. Ministros e aliados próximos o acompanhariam, e o presidente faria um pronunciamento oficial sobre o resultado das urnas.


